fui a Cádiz sem saber nada, enevoada de espírito. pretendia desanuviar e nada melhor que rumar on sea direction. pois nem pensei muito, rumei. trovoadas e quedas de água puseram à prova os pneus e a atenção. as estradas mostravam-se solitárias, só os doidos se aventuram com este tempo! fazíamos contas de somar e dividir, ouvíamos músicas na rádio do carro, sonhávamos com o Sol às portas do Mediterrâneo, umas quantas abertas que não existiram. certo é que Cádiz surpreendeu entre nuvens e ondas, catedrais e ruelas, antigo e cruel, daquela crueldade das coisas paradas que já tudo viram da crueldade dos homens. não quis saber do manual de história, ia de nariz no ar, de sensação em sensação e não são as palavras aqui, os olhos mais, os ângulos, as cores, os vestígios e talvez a imaginação. Com aquele mar como pudemos partir em tão frágeis caravelas? que bicho nos mordia os calcanhares? o mesmo me levou a Cádiz, (não me julguem os heróis, antes os homens e as mulheres vulgares em tempos de cólera mansa) o mesmo. o bicho da inquietação, da insatisfação e da coragem de vencer os medos. só quem vive perto do mar o sabe, ele habita na espuma daquelas ondas.domingo, 3 de janeiro de 2010
2010
fui a Cádiz sem saber nada, enevoada de espírito. pretendia desanuviar e nada melhor que rumar on sea direction. pois nem pensei muito, rumei. trovoadas e quedas de água puseram à prova os pneus e a atenção. as estradas mostravam-se solitárias, só os doidos se aventuram com este tempo! fazíamos contas de somar e dividir, ouvíamos músicas na rádio do carro, sonhávamos com o Sol às portas do Mediterrâneo, umas quantas abertas que não existiram. certo é que Cádiz surpreendeu entre nuvens e ondas, catedrais e ruelas, antigo e cruel, daquela crueldade das coisas paradas que já tudo viram da crueldade dos homens. não quis saber do manual de história, ia de nariz no ar, de sensação em sensação e não são as palavras aqui, os olhos mais, os ângulos, as cores, os vestígios e talvez a imaginação. Com aquele mar como pudemos partir em tão frágeis caravelas? que bicho nos mordia os calcanhares? o mesmo me levou a Cádiz, (não me julguem os heróis, antes os homens e as mulheres vulgares em tempos de cólera mansa) o mesmo. o bicho da inquietação, da insatisfação e da coragem de vencer os medos. só quem vive perto do mar o sabe, ele habita na espuma daquelas ondas.
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6 comentários:
Que nunca percas a inquietação. Há mil modos de viajar,mas os quietos não vivem nem escrevem como tu.
Estive em Cádiz num Maio de há 5 anos atrás.
Apanhei muito vento.
Nem sempre foi possível aproveitar a praia.
Gostei da cidade, daquela longa avenida até ao casco e do regresso por uma certa ideia de marginal.
Suadações.
Joana Padrel: Olá! Há sim, muitos modos de viajar mas o melhor de todos é sentir (já o Pessoa o tinha dito) bjo
JPD: Da praia mal vi a figura engolida pelas ondas, do vento confirmo e, pelos vistos, não depende da estação do ano, quanto à avenida corta a língua de terra de um lado ao outro, engraçado falares de cascos, não me admirava que por ali houvesse raça híbrida, meio pessoa meio peixe habitando um qualquer nicho.
saudações
A coragem da viagem :)
Há lá coisa melhor do que seguir passos inquietos?!
Também gostava de conhecer Cádiz, mas fico com a tua bela descrição.
Guardo ainda nas costas a memória de como um certo chão de Cádiz é duro para se lá dormir. Acampar no centro das cidades tem um preço que a juventude não se importa de pagar - o problema parecem ser os juros de mora.
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