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domingo, 18 de junho de 2017

Alheia


Aproxima-se
Vinda da lonjura turva

a turva sensação da página fixa
Trivial esconjura de medos
fosco desenho
verde folha suja
alheia e sem voz diria
quando já alheios vagueiam os cotovelos
e nos configuram as traças
numa luta perdida.

Pudesse
se nada enfim ou a tarde
a figura do tempo desviasse
mas é no meio que estou
num véu onde o corso da usura desbastou
o que houvera de meu em fragmento
sem memória ficasse
no inferno de doidos
os segredos desfizesse
e sem fim continuasse.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

corrigindo a lente

Gruyaert, Rua de Londres

Falo-te no acervo por catalogar do meu pensamento

Ainda dormes embora não saibas, tens um fraco por mim

Na mesma idade, hoje e instante miliiiiiiiiiiii

Stancato, abriram-se as portas enquanto alguma coisa

Do domínio do solilóquio acontece

Aqui dá-me gozo abrir portas imaginárias onde ali

Exatamente na rua abaixo não consigo.

Falo-te devagar ainda soletro ouves

Submeto-me pois roga a praga do torcido rabo do demónio

Que ainda vou a tempo da genuflexão

Pois sou assim destapada a molhar o bico

Na tua imaginada cama onde nem sabes se dormes

E vai o mundo a girar e o que queremos ouvir mata o que

Se dá a ouvir e a ver quando

Aterramos num tempo sem hastes

moles  cus de alcatrão

sonhando esferas de algodão doce