tudo o que é sólido: o mármore, o granito, as linhas verticais. tudo o que é fluído: as disposições, os sentimentos, as convicções, o tempo desgasta e anima. tem assim, o tempo, duas tarefas para diminuir as diferenças: tornar o sólido, fluido e o fluido, irremediável. ao almoço, domingo, no centro comercial, um ensurdecedor ruído de fundo, dois velhotes comem sem dizer nada. ele, cabelo ralo, colado com brilhantina ou suor, vermelho, ela míope com os seus braços largos, flácidos, sobre a mesa, leva o garfo à boca. ele acaba um arroz de marisco aguado, levanta-se e vai embora. ela fica a olhar em frente, a maleta a tiracolo "se ficarmos em casa estamos sozinhos, assim vemos gente" diz, ansiosa por conversa. "ele faz sempre isto" "levanta-se e vai para casa, daqui a um bocado volta para me vir buscar" "para que casei eu? estou tão sozinha como quando era solteira!" Ao fim da tarde, no meio da avenida, dois jovens abraçam-se e beijam-se furiosamente. entre eles há apenas os anos, só o tempo, nada de sólido.segunda-feira, 5 de julho de 2010
tudo o que é sólido: o mármore, o granito, as linhas verticais. tudo o que é fluído: as disposições, os sentimentos, as convicções, o tempo desgasta e anima. tem assim, o tempo, duas tarefas para diminuir as diferenças: tornar o sólido, fluido e o fluido, irremediável. ao almoço, domingo, no centro comercial, um ensurdecedor ruído de fundo, dois velhotes comem sem dizer nada. ele, cabelo ralo, colado com brilhantina ou suor, vermelho, ela míope com os seus braços largos, flácidos, sobre a mesa, leva o garfo à boca. ele acaba um arroz de marisco aguado, levanta-se e vai embora. ela fica a olhar em frente, a maleta a tiracolo "se ficarmos em casa estamos sozinhos, assim vemos gente" diz, ansiosa por conversa. "ele faz sempre isto" "levanta-se e vai para casa, daqui a um bocado volta para me vir buscar" "para que casei eu? estou tão sozinha como quando era solteira!" Ao fim da tarde, no meio da avenida, dois jovens abraçam-se e beijam-se furiosamente. entre eles há apenas os anos, só o tempo, nada de sólido.sexta-feira, 2 de julho de 2010

quarta-feira, 30 de junho de 2010
Ana Carolina no festival Delta Tejo
É no Sábado, a não perder."Pegue o vestido estampado, guarde para um carnaval" bem, adoro este tema...
domingo, 27 de junho de 2010
Rapunzel
Comecei um atelier de escrita criativa e ilustração a meias com uma colega de artes. Planeámos uma viagem pelas histórias tradicionais e na passada quinta feira foi a vez da Rapunzel, como todas estas histórias cuja origem é provavelmente oral, as versões são diferentes umas das outras mas há certos acontecimentos que se mantêm e, pela sua persistência podemos inferir que são mesmo os traços essenciais da história. Em todos as versões se mantém o modo como Rapunzel vai parar às mãos da Bruxa. Tudo começa com a esterilidade dos pais da futura Rapunzel, anseiam muito um filho, até que um dia por milagre isso acontece, mas em vez de ficarem sossegados e felizes, a futura mãe deseja desmesuradamente as alfaces, espinafres ou raponzos (consoante a versão)do quintal do lado. À beira da morte por inanição consegue comover o marido que salta o muro durante a noite e rouba os ditos legumes. Mas a mulher não fica satisfeita,a obsessão é cada vez maior e o crime do futuro pai irá continuar, até ser apanhado pela bruxa, proprietária do quintal. Incapaz de lhe dar um murro ou de negociar, aceita as suas condições e dá-lhe a filha recém-nascida em troca das alfaces roubadas.A facilidade com que cede às exigências da bruxa sem se bater, são inexplicáveis. Passemos à frente, anos mais tarde Rapunzel, encarcerada numa torre, infeliz e solitária, encontra um princípe, e parte com ele (em muitas versões fica imediatamente grávida quando o conhece...) é então proposto ao grupo que, a partir da frase :E RAPUNZEL GANHOU ASAS continue a história e oh espanto! quais as versões propostas?Pois são as seguintes: Rapunzel tinha os filhos, enlaçava-os juntamente com o marido, na sua longa trança (ficando com um peso brutal) e ia à procura dos pais para lhes perdoar. Dos pais que a tinham trocado por um punhado de alfaces ou espinafres, legumes enfim. Surpreendeu-me esta resposta, tinha outra expectativa, contava com mais ousadia por parte dos adolescentes. Uma loucurazita, não?quinta-feira, 24 de junho de 2010
domingo, 20 de junho de 2010
SARAMAGO
Morreu José Saramago, morreu o homem mas a sua obra agora talvez seja apreciada de outro modo. A obra de um escritor, os livros escritos e por nós lidos, ganham mais autonomia depois da morte do seu autor, apreciarei melhor a sua obra depois da sua morte, sinto já que relê-lo é o meu tributo ao escritor que admirava pela coragem e pela lucidez. A familiaridade com um autor que, de algum modo, é um amigo, como nós, capaz das maiores fragilidades, parvoíces e grandezas, aproxima a escrita de uma certa vulgaridade, retira-lhe a distanciação e a neutralidade necessárias para uma apreciação livre. Um autor engrandecido por prémios e pela divulgação impar da língua portuguesa, pressiona a leitura, distorce-a, talvez ao lê-lo queiramos ver tudo aquilo que o tornou grande,presos de um certo ressentimento face a outros escritores amados que não obtiveram nenhum desses reconhecimentos. Os criadores laureados são, de algum modo, homens do sistema e, como tal, afastados do mito do escritor maldito ou incompreendido, esse pormenor/ garantia da verdadeira obra de arte estar sempre além do seu tempo, a morte do autor reconcilia-nos com a sua obra, afasta o ressentimento associado ao homem. Voltar a ler Saramago sem essa pressão é libertador e obrigatório.quinta-feira, 17 de junho de 2010
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Alfama
Alfama aprumou-se, das casas velhas a cair, das ruas sujas a cheirar a peixe e das tascas sombrias há apenas a lembrança. pintam-se as casas para o turista, as tascas viram restaurantes com esplanada e até se aprende umas coisitas de inglês. como o turista ama o pitoresco, um dia destes, em prol da causa, recriam-se as ruas nos anos 50 com varinas de canasta à cabeça, pregões, vizinhas a discutir de janela a janela, fado ao desafio pela noite fora. Compreende-se o saudosismo, as cidades estão cada vez mais impessoais, Hi-tech, marasmo de vidro e mobliário clean, gente a passar cheia de pressa. Se houvesse um beco parado no tempo onde pudessemos ver carvoarias e homens sentados num banquinho a jogar às cartas, melhor, para apaziguar a consciência, afinal ainda há gente, pensaríamos, e tudo voltaria à normalidade. O saudosismo responde ao medo do desconhecido, não sabemos como irá ser, agora que tudo se modificou, ansiamos pelo que foi, aí sim estaríamos seguros. Os portugueses dão-se bem com este sentimento, a saudade, há quem diga que inventámos a palavra, não me lembro de saudade em francês, ou mesmo a "soledad" espanhola, não tem o mesmo significado. domingo, 13 de junho de 2010
mostrar o corpo
talvez seja "bota de elástico" (onde terá vindo o raio desta expressão idiomática? ) mas esta moda modernaça de mostrar o corpinho mais as partes íntimas a toda a toda a hora e em qualquer situação causa-me uma certa náusea, aquela de que falava o Sartre, quando sentado no café, com uma bica caneta e papel, imagino, se punha a olhar em volta e via a opacidade das vestes e das expressões. diria que se vivesse no Brasil, talvez não lhe desse para escrever sobre essa espécie de tédio antecipado que deriva da súbita emergência de uma falta de sentido, talvez que para os países quentes faça sentido esse despe despe já com umas tantas bejecas e caipiras, uma boa música uma disposição para seguir embriagado em desejos, mas aqui no país de Viriato, não sei, não cola bem, parece exibição de boneco de feira, tipo olha para mim, que despudorado sou, que me estou lixando pra roupa, é uma montra de vaidades de ginásio ou de banhas de hamburguer ,coca cola e tardes mornas entre canais Zon a ver os Losts deste e doutro mundo. temos uma rigidez de costumes, ou se quiserem, uma tradição que não se dá bem com isto de andar a mostrar o rego do rabo, ou o tronco nu, no restaurante ou nas aulas ou no centro comercial, seja onde for. serei "bota de elástico" mas gosto de decoro, de um certo pudor, o pudor é infinitamente mais erótico que a barriga ao léu. dirão que o pudor é um sentimento íntimo que nada tem a ver com a forma como vestimos e concordarei, se nos vestirmos, claro, continuarei no entanto a pensar que o corpo é a nossa intimidade, expô-lo demasiado é fazer da intimidade um "out door" com luzinhas a acender e a apagar.fica tudo no mesmo plano, há só o corpo na sua imediatez, para ser visto, sem que o olhar, possa seguir desocultando-o, entrevendo ou imaginando, quando tudo se dá ao olhar, ficamos cegos, cansados de ver.há uma certa confusão modernaça entre a exaltação do corpo e a libertação sexual, a sexualidade é da intimidade ou do privado, a exaltação do corpo é público, confundi-los molesta as duas esferas, enfraquece-as ou mesmo nadifica-as, tira a graça toda, o mistério de haver corpos por dentro de coisas que os protegem, roupas.quinta-feira, 10 de junho de 2010
Li um livro há dois anos da Fred Vargas que se chamava: “Vai e não voltes tão depressa” lá surgia um pregoeiro que tinha uma rubrica nos pregões, essa rubrica era um “obviário”. Adorei o livro, a palavra era soberba, decidi-me a pô-la em qualquer lado e foi no blogue. Criei-o pela escrita, para trocar impressões e para ser impelida a escrever.
2. Em que data exacta iniciou o blogue?
Em Novembro de 2008.
3. Nomeie 5 seguidores leais.
isto é complicado, vou nomear mais de cinco, por lealdade, e porque sim.
JPD
Distopia
Mixtu
À conversa
Ardósia azul
O corpo estremece de saudade
Catharsis
Alma gémea
Se quiserem aceitar o desafio, por favor, sejam meus convidados, estou curiosa.
PORTUGAL

NOBRE POVO
NAÇÃO VALENTE."
PORTUGAL LEVANTA-SE CONTRA OS CANHÕES E MARCHA, A FUMAÇA DAS EXPLOSÕES ERGUE-SE REVOLTA NO AR, MAS NÃO INTERROMPE A VONTADE DE DEFENDER A PÁTRIA. A NOSSA PÁTRIA.
A PÁTRIA QUE ARRUMOU AS ESPINGARDAS E EXPORTA A SUA IMAGEM DE HISTÓRIA E MAR, PARA QUEM QUISER USUFRUIR, É O QUE TEMOS PARA VENDER, GEOGRAFIA E HUMANIDADE. A GEOGRAFIA É NOSSA POR ACASO MAS A HUMANIDADE GANHÁMO-LA. A IDENTIDADE CULTURAL É ÚNICA, POR MÉRITO. A LÍNGUA, A HISTÓRIA, A CIVILIZAÇÃO.
O FACTO DE ESTARMOS ENDIVIDADOS PODE-NOS FAZER VENDER BARATO O QUE É VALIOSO, A GRÉCIA POR EXEMPLO ESTÁ EM SALDO E SE A BANCA EXIGIR O PAGAMENTO DA DÍVIDA A CURTO PRAZO, VENDERÁ O PARTENON, COMO NÓS, SE NÃO TIVERMOS DINHEIRO PARA PAGAR , VÃO-NOS AOS JERÓNIMOS. JÁ ATACARAM A NOSSA MELHOR EMPRESA A PORTUGAL TELECOM, E A VER VAMOS SE NÃO CHEGAM AOS JERÓNIMOS. PASSARIA A SER DA GALP, POR EXEMPLO, E NÃO DO ESTADO PORTUGUÊS.
O MECANISMO CAPITALISTA EXERCE HOJE UM CONTROLE SOBRE TODA A ACTIVIDADE POLÍTICA DO ESTADO PORQUE CADA VEZ MAIS ME PARECE QUE AS POLÍTICAS SÃO COMUNS E TODAS CONDICIONADAS PELA FALTA DE PODER DO EURO, OS EUROPEUS PERDEM PARA OS AMERICANOS, CHINESES AND SO ON, A QUESTÃO JÁ NÃO É DE PAISES MAS DO PODER DE UMA MOEDA.
A CULPA É NOSSA. NÃO PRODUZIMOS O SUFICIENTE. OLHEM-ME OS CHINESES? MAS COMO PODEMOS PRODUZIR MAIS SE AS MULTINACIONAIS ANDAM A FECHAR FÁBRICAS? PRODUZIR PARA DEPOIS NÃO TER COMO ESCOAR O PRODUTO? (VEJA-SE QUANDO SE PRODUZ LEITE EM EXCESSO)
O PIOR QUE NOS PODE ACONTECER É COMPRAREM-NOS POR TUTA E MEIA, MAS NINGUÉM VAI NOTAR, JÁ COMPRARAM MUITA COISA, AOS POUCOXINHOS...NOSSO...NOSSO TEMOS O PESSOA, O MEALHEIRO, O PORQUINHO! PORQUE A MOEDA PODE NÃO VALER NADA, E A HISTÓRIA GLORIOSA, AH, JÁ ME ESQUECIA UMA HORLITA DE MAR EM CONTRACÇÃO.
É HORA DE DEFENDER O QUE É NOSSO E GARANTIR (NÃO SEI COMO) O SEU VALOR
segunda-feira, 7 de junho de 2010
IO SONO l'AMORE "eu sou o amor" é um título capaz de nos levar ao cinema ou seja onde for que o possamos encontrar, aqui ou noutro lugar qualquer, apesar de falado e visto o amor continua a ser o imaginado, mais que qualquer outro, o imaginado. e se nenhuma paisagem geográfica o confina, nenhum obstáculo o afasta é por isso mesmo por essa sua qualidade que o mantém audaz menino das tropelias dos sonhos, menino capaz de transgredir, fazer em cacos tanta muralha pacientemente construída. eu vi, sou testemunha, eu e vários milhões que se multiplicam pelo tempo e dele nos descrevem o fulgor, se não fossem elas, as imagens e elas as palavras seríamos nós capazes de o identificar? sim claro, de algum modo quem o nega, por momentos ser seu dono. o embriagado das sensações, dando-lhe a mão, o corpo, não? sim, claro, e será que sem a literatura e o cinema, que são as artes do amor, poderíamos continuar a sonhá-lo? é tão óbvio que os sonhos não se podem viver, ou será o contrário é na vida que o sabor do amor nos confunde, sonho e vida se bebem mutua, indistintamente. mutua indistintamente. é vero. a ver.terça-feira, 1 de junho de 2010
domingo, 30 de maio de 2010
formas aladas
quarta-feira, 26 de maio de 2010
ir
domingo, 23 de maio de 2010
ai como eu gostava de ir à Argentina
"el secreto de sus ojos" sabe a whisky velho, saboreei-o como imagino que saboreamos um whisky velho, dos suaves na garganta, e lembro de uma frase que ouvi algures " a angústia faz-me estar atento" a questão do objecto da atenção pode, no entanto, ser dúbia, estar atento a quê? por ter deixado escapar a ocasião, por não ter estado atento Espósito perde o que queria, por desejo ou vontade de verdade, mas essa perda não a vê ele apenas como um acontecimento exterior mas como uma condição interior de perdedor, a angústia de Espósito engana-se no objecto ao qual devia dar atenção, ao esconjurá-la contra si, causa nos outros o vazio que sente. é demasiado psicologista? talvez, mas ajusta-se. na língua espanhola diz-se ojos. seca na garganta, um whisky por favor, vamos contar uma história de um amor que espera 25 anos, não, a história do botão numa blusa branca, um botão solto por acaso, ou por gesto louco, deixando o decote aberto ao olhar, podemos esconder tudo menos a paixão, essa, tendenciosa, acaba por nos trair. está bem assim, quando falamos de segredos temos de ter muito cuidado não vá levantar-se do nada a nossa maniazinha de tudo saber e ficar mesmo sem saber nada.sexta-feira, 21 de maio de 2010
a banhos

na tv uma reportagem sobre o calor e a praia, agora que a liga acabou (não, não são essas ligas! essas continuam), fala-se do calor.e se as pessoas vão à praia ou não, afinal isso faz toda a diferença, o estado do tempo é um assunto de conversa engraçado, serve quando temos raríssima ou nenhuma coisita de jeito para falar e isso aborrece-nos, mas é uma boa forma de observarmos as pessoas. exemplo:
os que falam do tempo como um desabafo emocionado:
-ai que calooor!
ou os que o situam geográficamente
- é na europa toda!
ou os que informam da graduação e juntam o juízito de valor:
- Tão 34º!!!! isto não é normal!!!
os que são históricos:
-lembro-me que no ano passado por esta altura...
ou práticos;
-bora beber umas bejecas...
filosóficos ou apocalípticos
- assim não sei onde vamos parar...(dentro de água possivelmente, embora não seja isso que querem dizer, falam do apocalipse da secura que é um problema grosso e de difícil digestão, adiante)
os saudositas:
quando era piqueno não havia estes calores...
ou os reivindicativos:
assim não há condições de trabalho, quando é que estes inergúmenos abrem os cordões à bolsa e instalam o piiiiii do ar condicionado?
e este post não serve para nada mesmo mas fica-se com o mar e pronto, bem, assim mesmo, talvez, sorry lá, é mesmo do calor, a propósito não falei do casamento entre pessoas do mesmo sexo, é natural, depois da coisa feita, da lei aceite,e ainda bem, uf,não há mais nada para falar.
quarta-feira, 19 de maio de 2010
a meu favor

sábado, 15 de maio de 2010
Razões de estado e outras
Depois de uma semana atribulada de festas futebolísticas e beatíficas, veio o déficit em forma de bicho papão, o capital , as oscilações da bolsa, o preço da moeda europeia, a competitividade do mercado. Pelas ruas as palavras do papa ainda ecoavam, o pai que perdoa e acredita, o pai que ensina a esperar. Haverá uma razão de estado para esta sequência? O Papa, o pai e o Homem de Estado, (santíssima trindade) o mesmo pai que alerta para a dissolução dos costumes (como se estes não sofressem constantes mudanças) e com a sagrada emenda do casamento indissolúvel entre um homem e uma mulher, esquecendo um milhão de pessoas em Portugal que declaram amar pessoas do mesmo sexo, essas, contra a evidência do número (argumento de credibilidade para muitos) são julgadas como responsáveis por essa "dissolução de costumes" e estão indubitavelmente enganadas. Alguém aqui está enganado. que argumentos reais tem o papa a dar? que exemplos?que factos históricos para demonstrar a sua verdade? A constante utilização de conotações morais para palavras como "dissolução" quando estas são descritivas de factos, não revelará uma forma ideológica e manipuladora de as utilizar? Será que de tudo isto se salva uma lógica? é muito mais fácil e reconfortante acreditar no milagre de Fátima, ou acreditar em alguém culto e erudito que acredita no milagre de Fátima, se tantos cultos e eruditos acreditam deve ser verdade ( mesmo que seja uma grande mentira) do que compreender a bolsa, as variações da taxa de juro, a vizinha que vive com uma mulher e quer casar com ela. a crise dos mercados, tudo isto é moderno demais, não entra bem, é estranho, é uma moda, passa.
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