terça-feira, 7 de julho de 2009

hoje debaixo da noite e da Lua aguardei que uns tipos com joalheiras, cotoveleiras e luvas grossas executassem uma estranha dança do lixo, num minuto, abriram, desengataram, arrastaram, esvaziaram, voltaram a pôr no lugar e voltaram a engatar quatro caixotes. Os movimentos dos dois sincronizados e largos, ora violentos ora não, não violentos, precisos, desenlaçavam bem à minha frente toda a superioridade ocidental: arte e eficácia. apertei a mão queimada para, caramba, reconsiderar no que estava a ver, concedo à claridade da noite as mais fantásticas visões.

4 comentários:

Ana Paula disse...

:) Fantástico, sim! Já vi exactamente o mesmo, embora de manhã bem cedo. Também fiquei especada a admirar as maravilhas da técnica e da humanidade.

De noite, nunca observei, mas imagino. Deve ser ainda mais surpreendente.

Um belo apontamento teu!

g disse...

O que tu andas a ver, eu não me lembraria.

~pi disse...

bilal( esco :)





~

via disse...

Ana Paula: Nunca tinha visto, é de facto isso, uma maravilha de técnica e humanidade. Boa semana!

g: não há meio de não ver, surge de repente e apanha-nos, e nem é preciso bilhete!

~pi:também!