segunda-feira, 7 de junho de 2010

IO SONO l'AMORE "eu sou o amor" é um título capaz de nos levar ao cinema ou seja onde for que o possamos encontrar, aqui ou noutro lugar qualquer, apesar de falado e visto o amor continua a ser o imaginado, mais que qualquer outro, o imaginado. e se nenhuma paisagem geográfica o confina, nenhum obstáculo o afasta é por isso mesmo por essa sua qualidade que o mantém audaz menino das tropelias dos sonhos, menino capaz de transgredir, fazer em cacos tanta muralha pacientemente construída. eu vi, sou testemunha, eu e vários milhões que se multiplicam pelo tempo e dele nos descrevem o fulgor, se não fossem elas, as imagens e elas as palavras seríamos nós capazes de o identificar? sim claro, de algum modo quem o nega, por momentos ser seu dono. o embriagado das sensações, dando-lhe a mão, o corpo, não? sim, claro, e será que sem a literatura e o cinema, que são as artes do amor, poderíamos continuar a sonhá-lo? é tão óbvio que os sonhos não se podem viver, ou será o contrário é na vida que o sabor do amor nos confunde, sonho e vida se bebem mutua, indistintamente. mutua indistintamente. é vero. a ver.

6 comentários:

R. disse...

Olá via! Obrigada por mais esta dica (já lhes tinha notado a falta :)). Quanto ao amor, é "vero". A arte, nas suas mais diversas formas, tem procurado testemunhá-lo. Mas tudo não passa de aproximações. Tenho para mim, que neste particular, a única forma de conhecimento pleno é a experiência. Só assim sonho e realidade podem confundir-se... "indistintamente".
Votos de óptima semana!
PS: Gosto do colorido que tens imprimido (até rimou!) aos posts :)

joana padrel disse...

" É na vida que o sabor do amor nos confunde". Voto nessa. O sabor, as sensações. Que os sonhos não têm cheiro,pois não?.

Pulha Garcia disse...

Adorei o "El secreto de sus ojos" e tenho este filme também na minha lista...

JPD disse...

Desde o «cerebral» «Tratado das Paixões da Alma» de Descartes até à actualidade, o amor, os afectos, as gratificações, o prazer, a sublime volúpia dos afectos há-de conduzir os homens e as mulheres, afinal, para o que lhes é mais indispensável... o enamoramento, a paixão, o amor. Voilà!

O que extraordinário é a capacidade que algumas pessoas têm de, representando, serem capazes de nos transportar -- a nós espectadores -- para esse estádio de benquerença.

Bjs

mixtu disse...

a vida
o sonho
sonhar acordado...
gosto de acordar depois de ter sonhado
gosto de viver a sonhar...
excelente dica

abrazo serrano

via disse...

R:esta dica não desmerece, depois diz-me a tua opinião. a experiência do amor, penso eu, nunca é virgem, ela está também condicionada por todas as histórias que culturalmente absorvemos.é esse o ponto sensível, não é só a experiência directa do amor que é "mediatizada" todas as outras o são de modo a obedecer a um tipo já não sabemos se nos é necessário ou se alimentámos a expectativa de tal, sem mesmo querer, somos levados a...(desculpa a verborreia)

joana padrel: as sensações do amor são indubitavelmente nossas e únicas e irrepetíveis e mais apetecíveis que o melhor dos sonhos.bjo

Pulha garcia: bem-vindo!

JPD: não sei se este comentário é resultado de já ter visto o filme, ou não, seja como for, essa intensidade está lá, no gosto dos pormenores e sobretudo na forma única de filmar, lembra a poética de Visconti mas com uma sensualidade mais corpórea, mais explícita.é absolutamente imperdível. depois me dirá a sua opinião se por acaso o tiver visto ou ainda o for ver.bjo

mixtu: é isso, sonho e amor.
abraço cosmopolita