sexta-feira, 14 de julho de 2017





A vertente narrativa dos teus versos

desemboca no indecifável
quadrado
mas é poroso o espaço textil 
do pensamento.
Não é que fosse a primeira vez
mas era sempre nova
a sequência nauseante
tu, espaço, eu, espaço
multiplicado pela distãncia
da hipotenusa do nós
figuras boquiabertas
avançando à velocidade da luz.

Não te largo assim e nunca te largarei
 sendo que te levo comigo para onde não quiser
para onde tu disseres.









7 comentários:

CCF disse...

Tão bonito, a imagem também!
~CC~

via disse...

CCF: Obrigada, fico feliz por gostares.

Graça Pires disse...

Um poema muito belo e muito conseguido. A fotografia é linda.
Uma boa semana.
Beijos.

via disse...

Graça Pires: Obrigada pela sua simpatia. Boa semana.

AC disse...

Gostei do conceito, do olhar, do sentir...

via disse...

AC: Ainda bem, obrigada.

deep disse...

Um poema belo, que transmite serenidade.

Bom fim de semana. :)