sábado, 18 de setembro de 2010

os lugares naturais



Os lugares. O que faz com que alguns sejam irreconhecíveis enquanto outros poderiam ser qualquer lugar? a natureza é a mesma, mudam os costumes dos homens, as suas filosofias e mercadorias. de onde são as imagens?, as árvores, os relvados, são de nenhum e de todos os lugares, mas há cidades que se apartam deles. Poderia ser a primeira imagem de Lisboa? acho que não. porquê? Lisboa não tem lugares naturais, os que há são dentro das casas, com vidros e pertencem a alguém, estão cercados e não é reconfortante, não, quanto à generosidade da natureza é outra coisa, tem sininhos e respira connosco, um grande suspiro (hoje sinto-me edificante, construtiva, socialista! mas habitualmente sinto-me deprimida, preocupada, anarquista, acho que isso é natural)

10 comentários:

ss disse...

Via, como eu hoje precisei de um lugar destes!

(Gostei muito das fotos, transmitem harmonia.)

ana disse...

Venho de Bibbliofilia entre Parênteses simplesmente porque vi que gosta de gatos.
Também sou amante de felinos. Cá por casa tenho um.

Parabéns pela incursão na natureza que dá mais prazer que os vidros de Lisboa.
Boa noite!

R. disse...

A tua alusão aos lugares naturais lembra-me uma outra: a da dicotomia entre paisagem natural e humana. Julgo que em algum momento terás referido que não a perfilhas, mas não estou certa... Para mim, todos os lugares são naturais, mesmo que feitos de betão. Para o bem e para o mal, a natureza produziu a espécie que somos e isso torna-nos parte indissociável da própria... Enfim, devaneios :) Seja como for, nada como os lugares naturais que a natureza humana não corrompeu!

Abraço e votos de uma semana 'edificante e construtiva', ainda que anti-natura :)

Rosa dos Ventos disse...

Gosto destes lugares naturalmente naturais!
E também, apesar de ter tido uns diazitos fora,não ando nada optimista...

Abraço

via disse...

ss: ás vezes não há nenhum por perto.. são ainda dos parques de berlim.

ana: bem-vinda!

R: sorry, a natureza humana e os seus respectivos artefactos. o binómio natureza cultura, tudo no homem tem um valor criado, é cultura e não natureza. o betão não é natureza mas artefacto criado. não estou a fazer a apologia da natureza, nada disso, estou só a dizer que ela precisa coabitar com o artifício, cada um no seu lugar.um pedaço de betão, duas árvores e assim. muito betão e também muitas árvores.abraço e boa semana.

rosa dos ventos: o mês de setembro é melancólico, tremendamente, por variadas razões.

R. disse...

:) é uma looooonga discussão. No limite, não existe nada que não provenha da natureza, mas percebo perfeitamente o que queres dizer. E, claro, prefiro as árvores [O que me lembra, com grande tristeza, o meu (de todos) querido Gerês :( ] ao betão, embora concorde com a necessidade de uma coexistência pacífica... Um para dois é capaz de ser uma boa proporção :)

JPD disse...

É verdade: Lisboa terá o Monsanto, distante, distante, apenas com o seu Parque da Serafina...

Bjs

Rui disse...

qual o tamanho de um lugar? Lisboa não tem luuuuuuugares naturais, mas tem alguns que permitem que nos sintamos naturais. é uma cidade que não ajuda, mas há quem vá conseguindo.

via disse...

R:desculpa-me discordar mas ´quase tudo no mundo humano já não é natureza. por exemplo uma folha de papel, a origem é a natureza mas será que ela é natural? é antes um artefacto cultural e nisso reside o seu valor. podemos alrgar o conceito de natureza a tudo mas isso só nos confunde, não nos esclarece. abraço.

JPD: Monsanto é bom mas não tem gente a circular, não está integrado na vida da cidade.

Rui:sim, vai-se conseguindo mas nem sempre às vezes é mesmo mergulhar no caos dos automóveis, em circulação,há poucos sítios para pousar, para repousar.

Há.dias.assim disse...

Gostei de vir aqui. Simpático os eu espaço.