quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

djuna


" Os sábios afirmam que as memórias das coisas passadas são tudo o que temos como futuro. Deverei ser censurada, se voltei sob a forma errada, se era como soprano que desejava regressar, com um ventre tão grande como a chaleira de um rei, grandes caracóis dourados caindo até ao rabo e peitos tão erguidos como o gurupés de uma escuna de pesca? E o que me calha em sorte? Uma cara que parece o traseiro de uma criança velha - será isto a felicidade, em sua opinião?"


O bosque da noite, Djuna Barnes


hoje estou capaz de uma dúzia de suspiros,

aqui está um deles, embrulhado em papel pardo.

10 comentários:

a disse...

Superando a angústia ou expressando dúvidas, os suspiros servem para desbravar a floresta que temos dentro de nós, como Djuna escreve nesse livro.

joana padrel disse...

A nossa sorte é sermos muito mais do que aquilo que somos.

jp

Rosa dos Ventos disse...

Suspirar faz bem, sobretudo quando não há mais nenhuma solução!

R. disse...

o acaso nunca é uma variável desprezível, sem dúvida...

E que os suspiros sejam de retemperada satisfação!

uminuto disse...

muito lindo...não conhecia, adorei
um beijo

não_demoro disse...

um suspiro e um sorriso

óptimo início de dia
inspirar com alguma intensidade e num sopro soltar todo o ar com vigor

aí vamos construir o futuro

:)*

Rui disse...

suspir ando

JPD disse...

Texto muito interessante:
Tanto na sua construção, como
Na frontalidade.

Bjs

JPD disse...

Boa noite, Via

Tens um prémio à tua espera.
Contrapartida: replicar as nomeações.
Bjs

via disse...

Olá a todos, depois de tanto suspiro, ficamos...fartas de suspirar!eheheh, bate-se com os pés no chão e já está!!obrigada por todos os comentários.