terça-feira, 13 de novembro de 2012

greve


Amanhã algumas pessoas fazem greve e outras não. os novos tempos confundem-me mas os ideais envelhecem connosco apesar da resistência e perplexidade. Quando penso nos meus ideais de "esquerda" sobre os quais muitos vociferam contra o estado de coisas e exigem demissões, vejo-me a pensar contra eles. de facto agora não me animam estes velhos ideais,embora a "direita" também não, terei sido eu que envelheci e não eles, pode ser, dou de barato, mas permitam-me discordar, a alternativa esquerda revolucionária nunca me convenceu e penso que em grande medida é responsável por este estado de coisas.Há um discurso e uma actuação reivindicativa por parte de uma classe que não quer perder privilégios num mundo europeu com uma população envelhecida em que mais de um terço da população não trabalha e os outros dois terços aguentam as pensões desses restantes. Esta situação não é sustentável por mais injusto que isso nos possa parecer. Há que fazer qualquer coisa, a única saída é mudar. A mudança custa mas tem de ser feita. É certo que não vislumbramos como, e é  isso que nos confunde, mas sei que essa mudança tem de ser feita com todos, por isso não faço greve. Não vejo resultado prático em entupir o país e não permitir que muita gente vá trabalhar.


Deixo-vos com uma das minhas obras, a minha primeira "encomenda" de uma série de "Retratos"

6 comentários:

joana padrel disse...


A mudança custa mas tem de ser feita,dizes.

E contradizes.

A arte não tem de ser coerente. É UMA PROCURA CONSTANTE. E que bem o sabes fazer.

No dia em que conseguires ligá-la à vida, dá-me um toque. Por enquanto nem me fales de esquerdas nem direitas. A polis é bem mais que isso. Abraço , que a esperança nunca morre!
mjc

R. disse...

Parabéns pela obra e pelo fervor produtivo que generosamente vens partilhando. Junto-me a ti no reconhecimento da necessidade de mudança e de (pró)acção. Urge trabalhar, na acepção mais ampla do termo. Nem sempre as soluções são evidentes, mas é facto que só se constroem trabalhando sobre elas.

Um abraço.

via disse...

mjc: pressinto algo de messiânico nas tuas palavras, trata-se de uma profecia?

R: Proacção parece-me bem. esta necessidade de ir trabalhar era a dos meus pais e será a minha, sem conformismo, apenas porque neste momento é o que posso fazer por todos e o que a minha consciência me diz para fazer, pensar também e encontrar alternativas.

via disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
HL disse...

Gosto do quadro. Muito. Mesmo.
Quanto ao resto, não me parece que se possa pôr assim...Mas o que se sente é o que se sente. Por isso...

via disse...

HL: Obrigada. Muitas vezes na expressão do que se sente estão ocultas as razões mas existem.