domingo, 1 de novembro de 2009

chuva

chove lá fora e o tracejado da chuva nítido à luz do candeeiro de rua faz parecer estranho este bairro, estas casas, como pracetas perdidas do Uruguai, momentos antes de um grito numa qualquer taberna empurrar para a chuva outro corpo. assim. não conheço o Uruguai, sabes, mal conheço as sardinheiras tímidas nos vasos tímidos das varandas inexistentes do meu prédio. facilmente poderia ceder à tentação da queixa quando assim chove nas pracetas do Uruguai perdidas à conta de reflexos dos meus olhos miúpes, reconheço contudo que me é dada fantasia suficiente para desenhar mundos onde há apenas a noite e pouco mais.
imagem daqui: diariodeummago.blogger.com.br

6 comentários:

Paulo disse...

Excelente texto. Muito poético ( a chuva traz a melancolia).Parabéns.

Paulo disse...

Queria dizer-lhe que há um Selo no Marcas para este Blog. Cumprimentos.

Papagaio Mudo disse...

me encanta o título do blog. Você lida bem com as palvras.

abç

Gustavo

via disse...

Paulo: Muito obrigada pela gentileza, espero continuar a "instigar" quem por aqui passa, essa troca faço-a com enorme prazer.bjo

PapagaioMudo: Obrigada e bem vindo a este espaço!

Ana Paula Sena disse...

Tenho gostado desta chuva recente.
Gostei muito da imagem do Uruguai (mesmo que os edifícios sejam portugueses, no meu caso). Nunca fui ao Uruguai :) Mas acho que há uma praceta por aqui perto com essa designação.

Beijinhos (hoje de manhã choveu bem!)

via disse...

Ana Paula Sena:Pois há aqui perto e em Lisboa também, se calhar foi isso mesmo a memória dessas outras pracetas. nunca fomos ao Uruguai mas à praceta sim. engraçado.bjo