domingo, 21 de novembro de 2010

livres

quando pensamos em liberdade ou mesmo quando a sentimos abre-se no peito um espaço imenso e é de uma ave planando a imagem que vem em nosso auxílio. como se leve fosse essa sensação, voar, mas a liberdade é muitas vezes apenas o peso de tomar decisões sem medo, de ser fiel ao que pensamos, ser fiel ao que queremos, nada há de leve nesse passo, a liberdade custa. libertação do que nos oprime, do que nos fixa, mas mesmo as aves voam para comer, no seu gesto largo há somente a resposta a um apelo da raíz do ser. sejamos homens, os homens libertam-se para prosseguir comprometendo-se com a liberdade, primeiro a sua, porque onde há um homem livre há um exemplo, onde há um homem livre há um compromisso. O sistema parece manietar toda a veleidade de revolta, as greves de hoje, já não se parecem com movimentos libertadores mas com formas de perpetuar laços do passado,retórica e manipulação, nada verdadeiramente libertador. Não sei como se faz para alterar este sistema tentacular que nos hipoteca a prazo, mas não é já com a greve. no dia 24 vou trabalhar e falar sobre a liberdade com os alunos, talvez façamos um manifesto, talvez juntos possamos compreender como se faz, o que é possível e desejável fazer.

4 comentários:

JPD disse...

A ideia de liberdade jamais abandonará o Homem.
Talvez seja o seu valor superlativo.
Será por essa razão que tantas utopias se vão construindo para que a liberdade, uma vez encorpada, singre?

Excelente edição, via

CCF disse...

E teve liberdade para lá estar com eles? Hoje por aqui tudo fechado, mesmo quem quis ir, não conseguiu fazer nada.
Estão gastas as formas de luta tradicionais é verdade, mas ainda nos faltam outras.
~CC~

via disse...

JPD: a maior utopia mas também uma locomotiva, a liberdade. mas nem todos querem ser livres, dizem que sim, mas não.preferem ser escravos. brigada pelo comentário

CCF: afinal a escola fechou, não cheguei a falar com os alunos sobre a liberdade.temos de as inventar.

R. disse...

Absolutamente de acordo. Também trabalhei por não ser esta uma greve com intuito 'libertador', pelo menos não de todos. E, sim, tens toda a razão: somos condicionalmente livres.