quarta-feira, 9 de março de 2011

destroce!!

A geração à rasca que vai a protestos no dia 12 de Março, com a protecção do saudoso PCP, é a mesma que ajavarda o festival da canção com gritaria e linguagem de Cais-do-sodré, a mesma que dá 6o euros para ouvir os Coldplay. Estes que falam em "povão", entopem de carros os parques de estacionamento das faculdades, porque vão de pó-pó para a escola e são muito ruidosos lá em Andorra quando vão pra férias na neve e ainda mais ruidosos na fumaçeira da Zambujeira. Vou dar-lhes um conselho amigo: comprem menos maconha, vão de transportes e aprendam a falar, sempre há dicionários, ora bem!!! eu sei que é tudo malta porreira, mas já agora, deixo um desabafo, e se fossem vergar a mola!? hein? a expressão é forte?? bolir!! dar o corpo ao manifesto!! mexer a bunda...não?! não é nada pessoal, é só a reacção a falar, as forças da reacção, quero dizer, neste caso eu, já agora se me permitem, sou uma força da reacção, reajo assim, camaradas.

10 comentários:

JPD disse...

Olá Via

Os políticos profissionais chamam a estas manifestações com uma estrutura informal e que usam os processos de convocação informal, «INORGÂNICAS»

temem-nas e por isso, tentam a incursão do apoio e a veleidade de controlo.
Se correr bem, mostrar-se-ão;
Se correr mal, sairão de fininho.

Há um problema sério em Portugal.
Com o novo Código Contributivo, quem trabalha a Recibo Verde pagará quase 50% Impostos e Segurança Social.
Duvido que haja vontade política para rever esta situação, uma vez que foi aprovada em Concelho de concertação social.

Estas linhas não são um exercício de compreensão; são pelo contrário, uma preocupação relativamente ao curso dos acontecimentos do nosso quotidiano.

Há muita a gente a defender que é na mudança que se ganha.
Defendem que haja rapidamente eleições e escolha de nova Assembleia da Republioca para nomeação de novo governo.

É democracia.

Apresentem-se programas, suscitem-se desígnios nvcionais e vamos a votos.

Há garantias de poder encetar novas políticas, criar esperança, fazer andar o país?

Aguardo.

Bjs

joana padrel disse...

Este teu post não tem culpa, ele é mais uma vítima da desinformação que intoxica os nossos meios de comunicação. Em muito poucos tenho notado a preocupação certa-informar, que é para isso que existem. Um bom exemplo é a maria flor pedroso.
Se mais fossem como ela, não precisava eu, de andar aqui feita advogada do diabo, a sugerir que se dê o benefício da dúvida àqueles que constantemente criticamos por não se mexerem,nem quando estão mal.
Amanhã conto como foi.Um grande abraço cheio de utopias.

R. disse...

Concordo com a participação cívica no rumo do país. É o bem mais precioso que a democracia proporciona. Não concordo com o protesto estéril, sem ideias, sem propostas. Ouvi, em entrevista, um dos organizadores do 'protesto da geração à rasca' dizer que espera que de amanhã resultem boas ideias e sugestões para os problemas. Pergunto-me, sendo assim, para quê começar por protestar? Porque não usar as mesmas famigeradas redes sociais para debater primeiro propostas construtivas? Será que o 'barulho' por si só mudará o país?

g disse...

A despropósito, já leste a D.Amélia?

bj e bfs

via disse...

JPD: Olá!Vi o rescaldo da manif, pareciam-me os tempos imediatos ao 25 de abril, não faltava o zeca e as barbas e cabelos compridos. mas depois as mensagens eram incrivelmente herméticas: salvem a biodiversidade e queremos transparência!vamos lá a saber o que querem!! mas ok, a democracia, acredito nela, logo, como dizes, aguardemos... bjo

Joana Padrel: Talvez, mas a facilidade tem sido o lema desta geração, não me parece que haja verdadeiramente qualquer ideia. sorry.são eles que vão fazer a coisa vibrar, quando nós tremermos dos joelhos!!!há que ser um bocadinho exigente!

R: já percebi que não morres de amor pelo facebook!! a questão é que o pessoal nas redes sociais não discute ideias, é mais festas e gaijos e gaijas e coisas assim, com glamour!!e subscrevo o que dizes (para variar)abraço

g: com essa é que fiquei mesmo à nora. D. Amélia?? elucida-me please.

g disse...

Ao ler este texto veio-me à cabeça esse livro porque reflecte bem a indiferença da injustiça de alguns que acreditam veemente na sua justiça.
Há sempre dois lados, e forças antagónicas, no meio disso tudo qualquer juízo, é nosso, temos direito a ele e a expô-lo, mas não podemos querer que todos o aceitem.

Anônimo disse...

Pior que um cego é o que não quer ver,diz o povo...pior que um ignorante é um intelectual ignorante,digo eu!
O seu post é de uma ignorância confrangedora!Intolerante e reaccionário!
Quem visita o seu blogue,esperaria que não tivesse "borrado a pintura" desta maneira!
Acha que as dezenas de milhar de pessoas presentes,correspondem ao perfil de manifestante que traçou?Ninguém "verga a mola","mexe a bunda"?São todos PC's?
Ouça,vou dar-lhe um conselho:

Mexa-me essa bunda,afundada na comodidade intelectualoíde do mal dizer,do contra tudo e todos,e vá para a rua ouvir quem lá anda!Pelo menos vá a UMA MANIFESTAÇÃO,se mais não seja,num exercício intelectual,para saber do que fala!

Povão

via disse...

g: nem é essa a minha pretensão, não me apraz a unanimidade nem o meu texto a poderia criar, pelo contrário.

anónimo: acho idiota a agressão anónima, acho idiota quem assina povão,corresponde à imagem do comércio que dia 12 de março os homens da luta andaram a apregoar no rossio. quanto a manifestações acho que ainda tem que comer muita papa para me ensinar alguma coisa quanto a isso.

Anônimo disse...

Os homens da luta são irrelevantes para esta questão.De resto, vão ser rapidamente esquecidos,como qualquer caricatura que apenas serve um propósito...chamar à atenção!
O cerne da questão,é você não perceber,que o povo, a quem chama pejorativamente de povão,tem o direito,tem até o dever,de se insurgir,de não estar contente,de mostrar que quer quebrar o contrato antes feito com o partido do governo.E,minha cara,com tanta rodagem de manifestações,e considerando o seu texto,não me parece que tenha percebido o que historicamente é uma lei imutável...é na rua que se começa a mudança!
Na poesia, no teatro,quando você escreve,gosto de a ler,mas na politica estamos conversados!Vide o seu último post,já lá anda o seu jeito reaccionário,a cilindrar princípios constitucionais,só porque foi alguém do PC que os reafirmou.

REPOVÃO

via disse...

Ó Sr anónimo, gabo-lhe as certezas, não vejo uma ideia política, só chavões, mas cada um é para o que pode. gostaria que as palavras pudessem dar outros acordes, que essa "música" parece-me estafada.