
Desconfio de quem advoga pela lucidez, desconfio de discursos de intenções. A verdade empírica de estar sentada a escrever isto, não pode ser separada da verdade psíquica de achar qualquer bom ou mau sentimento nisto de estar para aqui segurando nenúfares e reequilibrando economia e prazer. Não me esqueço dos carros lá fora, do cortinado estático e pesado, do cabelo que cresce mais na Lua cheia e de ser graduada em filosofia. Na realidade destes factos não há lucidez nenhuma. Só a crise e o desemprego, do resto não é permitido falar pois corresponde ao etéreo. Ajoelhemos então, olhemos as mãos e respiremos na tranquila inocência do nosso desespero.
2 comentários:
Na verdade relativa
O puma: a verdade não é relativa, se o é, não há verdade e eu acredito que sim, que há.
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