segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Às 4 da manhã na bomba de gasolina, com um frio de pôr os pelinhos em pé umas pernocas ao léu, um senador romano de túnica dava beijos apaixonados a uma bruxa de verruga, enchi o depósito e não resisti à saudação “Ave César, os que vão dormir Saúdam-te!” interrompi o beijo mas não a gargalhada! Nós os vivos, no mistério efémero da vida, erguemos a taça aos que se beijam e aos que não sentem o frio, aos que nos trazem a meio da noite contornos da festa, aos que na festa confundem as histórias, aos que se perdem nas histórias. Esqueçamos então o preço do viscoso oil e entreguemos a alma por breves momentos ao oráculo Baco! Deus do fortuito, profeta do sapateado!

2 comentários:

Ana Paula disse...

Tão giro, o teu texto, Via.

Avé, César! :):):)

A todos os que carregam a atmosfera de festa... mesmo que nos preparemos para dormir!

via disse...

Ana Paula: claro, mesmo a dormir. faz-nos sorrir o imprevisível da coisa!