segunda-feira, 15 de junho de 2009



este tempo assim, esparso, de cabelos ao vento e nenhum compromisso, este tempo entrincheirado entre afazeres, este tempo lençol, este tempo peneira, este tempo fuga, trevo, voo de ave, apartado e seduzido, este tempo ligeiramente encurvado na nitidez e ansiedade do corpo, atirado para o presente com súbita distracção, este tempo amigo quando amigo é coisa de mergulhar, vertente translúcida e clareza, este tempo.

consegui fazer brasas e assar sardinhas. ponto final e bato palmas. ao meu redor os santos são poucos e sem altar, são as fagulhas que saltam no ar!

4 comentários:

Ana Paula disse...

Este tempo assim... como tão bem o descreveste.

Eu não consegui assá-las, mas foi um prazer comê-las!

Um beijinho pós-interregno :)

Anonyma disse...

tempo peneira com minutos de grão diferente, creio...interregno que pesa. tarefas que se cumprem porque o coração e a alma ficaram para trás em caminhos escusos e tristemente sombrios...bater palmas. sim. um passo, uma conquista. interessa celebrar. a luz está talvez ali, um pouco mais à frente.

via disse...

Ana Paula: assá-las e depois com~e-las aumenta o prazer, asseguro-te, deve ser por meio da contracção versus descontracção! bjo

Anonyma:a luz sim, à frente e no meio também onde a quiseres e puderes encontrar e a celebração, sempre, para não esquecer.

Rui disse...

Descuidei-me das sardinhas e logo um pingo de gordura me veio cair no colo - gordo, que não se deixa disfarçar de qualquer maneira. Já foi à máquina, mas sem grande efeito. Ainda lá está, à espera da paciência e dedicação que não existem. Lembrança dos dias que teimam em escapar, por mais que os tente agarrar.