segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

deixa chover

No filme da Agnés Jaoui, "Deixa Chover" não se passa nada, a acção central sofre desvios por causa do estado de espírito, das circunstâncias e das personalidades, quem comanda são as pessoas, e estas estão também presas numa espécie de curvatura que corre ao arrepio das suas intenções, uma espécie de rio subterrâneo, acaso mais passado, mais presente mais ausência. Nada se passa como cada um quer e todas essas contrariedades acabam por conduzir a um retrato humano comovente e cómico. Há muito que não ria assim, daquele modo pensado, não óbvio, irresistível sempre que nos vem à lembrança o gesto, a reacção, a expressão. Ainda agora me estou a rir com aquilo. levava grandes expectativas, adorei os filmes anteriores "O gosto dos outros" e o "Olhem para mim" acho o Bacri fabuloso e pronto o cinema francês no que tem de melhor: a atenção ao quotidiano, ao irrisório.

4 comentários:

JPD disse...

Não conheço este realizador; não vi qualquer dos filmes mencionados.
Vou star atento.

Saudações

as velas ardem ate ao fim disse...

quero ir ver pq amei o "O gosto dos outros".

boa sugestao

bjoca

CCF disse...

Vou apontar :)
~CC~

via disse...

JPD: Realizadora, a Agnes é a mulher de pernas flectidas em cima da carroça. recomendo-te. depois me dizes a tua opinião. Qualquer um dos três filmes é bom, o melhor talvez seja "O gosto dos outros"
Saudações.

As velas ardem até ao fim: ora mais uma fã, ainda bem, o cinema francês agradeçe.

CCF: Aponta e vai a correr ao Corte Inglês quando chegares à capital, acho que vais gostar, parece-me que gostas do campo, pois é no campo, na quietude de uma vila campestre que tudo (nada) se passa.