sábado, 6 de março de 2010

Já me tinha dado para escrever sobre a Leya quando lá andei a cirandar, e sinto um secreto prazer por ver confirmada a minha intuição de que aquilo não é propriamente uma editora de livros mas mais uma máquina para vender um produto rentável (cedo à tentação dos chouriços, porque nem de longe há qualquer semelhança entre a Leya e qualquer produto tradicional de cheiro). Vi-o naquele ar eficiente e crispado das pessoas, aquele ar de quem tem objectivos muito precisos a atingir. a propósito, esta mania actual de colocar objectivos muito precisos a atingir para cada um, em cada parcela de tempo, se bem que seja muita aritmética é também muito estúpido, porque focamo-nos numa coisa e perdemos o gosto para o improviso e para o espontâneo, sem dúvida, o nosso melhor.
Mas a Leya foi Fo....pelo MEC que a mandou Fo...
assim, saborosa a frase, limpinha,lançou a blogosfera num entuasiasmo Primaveril. Toda a gente fala disso.

Agora que todos batem na Leya sinto pena, quero salvá-la! Nós temos de deixar esta mania de ser Românticos e considerar os livros como negócio!! Tento convencer-me. Ok. Têm que pagar aos empregados, ter lucro, etc mas porque não publicam o Cesário Verde? Agora destruir livros para pasta de papel sem tentar vendê-los mais barato, parece-me de" gomitar"como dizia a minha amiga D.Angela depois de beber mais que a sua conta!

10 comentários:

Dona ervilha disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Dona ervilha disse...

Vim retribuir a visita e agradecer a gentileza. Gosto do que vejo neste lugar.

joana padrel disse...

Livros em livrarias,alfarrabistas, feiras-do-chão, não consigo resistir-lhes.Leitora compulsiva, com pouca vontade de me curar, estou como tu- nem tudo na vida se faz, "por objectivos". Ser espontâneo é que não é nada fácil.Não percebo como se deitam livros para o lixo...
Também gosto deste sítio.
bjo

R. disse...

Concordo em absoluto que se proteste contra uma política "mercantilista" das editoras, que afinal contribui para tudo excepto para a finalidade primária dos livros que seria a de serem comprados e lidos pelo máximo de interessados. Os preços são uma exorbitância e, se atendermos à realidade social do país, percebemos que não tarda muito a nem sequer à média estarem acessíveis. Pior: o valor do IVA sobre os livros diminuiu e os preços mantêm-se (coitadinhos, a culpa é sempre dos outros e dos ministérios e dos "portugas" que são ignorantes e não lêem...). Ggggrrrrrrrrr! (Bem lembrado, Via).

via disse...

Dona ervilha: Obrigada e bem-vinda!

Joana Padrel: não te cures então que essa mania é simpática eu diria que é até muito estimulante. Mas é verdade, destrói-se o Eugénio de Andrade para fazer pasta de papel, é mais rentável, julgo, porque não faz qualquer sentido senão esse e nem esse faz.gosto de te ver por cá.
bjo

R: Pois, também me apetece grrrrrrrr, aliás essa ainda não é suficientemente feroz, e se fosse antes GRRRRRRR, (desconhecia isso do Iva, portanto não há moral nenhuma é o que é)

mixtu disse...

gomito... também
yayyaya

abrazo serrano

mixtu disse...

e abaixo a politica mercantilista

via disse...

mixtu:abraço ao frio da city.

JPD disse...

É verdade.

Ver o conflito entre o ex-responsável da ASA e a Leya acabar na trituração de todas as obras editadas pela ASA sem sequer acautelar os interesses dos autores ou, de tantas instituições que poderiam passar a dispor de exemplares para fornecer a tanta gente que adora ler e não tem meios para coprar livros, é triste.

A época do discartável ai está. Mas um livro não é uma bocado de plástico às folhas, caramba.

Saudações

Ana Paula Sena disse...

Ainda não parei de "gomitar" com a ideia da destruição de livros...