segunda-feira, 19 de julho de 2010

As sombras na luz da manhã, linhas expectantes, o marulhar ainda muito solitário do mar, a neblina da noite, relutante, abrindo no azul do céu manchas de distância, mitos de ilhas perdidas bailando na nesga ainda adormecida dos olhos, o cerco das coisas sentidas, as pontas da rocha, os passos virgens, a súbita generosidade do mar, novo, mais uma vez, as algas abrindo caminho à força nas narinas, a sede, da manhã, a sede que tudo possa ser gravado, que nada se desperdice.

5 comentários:

R. disse...

E quando se mobilizam todos os sentidos, a memória torna-se mais perene.
Boa semana.

Ana Paula Sena disse...

Lindo, lindo, lindo...

Beijinhos!

a disse...

Excelente captura de momentos.

Magnolia disse...

...e mar ao fundo

via disse...

R: Olá! os sentidos têm múltiplos recursos não se podem subestimar. Boa semana para ti.

Ana Paula Sena: agradeçamos às manhãs e às praias por aí à nossa espera.bjos

a: obrigada pela gentileza.

Magnólia: lembraste-me uma frase do eugénio: e o mar ao fundo, o mar das minhas veias