
Fui ao Doclisboa com uma turma. Vimos três documentários: Flying Anne, The last day of summer e Praxis. Este último era um documentário sobre as
praxes dos caloiros universitários. Portugal: 2011. Não precisava de ver no ecrã de um cinema o que a minha sobrinha já tinha relatado em primeira mão: em Farmácia andaram presos por cordas uns aos outros, ajoelharam perante o padrinho e tinham farinha e vinagre em todos os orifícios do corpo. ela ria-se contente...gostei muito do meu padrinho. Deixa, eu percebo, mundo novo, queres ser aceite, na desportiva. Mas assalta-me a perplexidade: Se é de integração que se trata porquê assim? Porquê pela humilhação? Chafurdar na lama, ajoelhar com orelhas de burro, simular ser violada, comer alho de olhos vendados e mãos atadas, chamar-se a si próprio nomes horríveis enquanto se obedece às ordens avacalhadas de um "superior" de capa e batina negra, cheia de símbolos. Se este modelo não é fascizante, então não sei o que é fascista. Este é um fascismo consentido, o fascismo possível. Seja qual for, é nojento. Era tempo de se recusarem todos a estas palhaçadas.
3 comentários:
Tocas no ponto: não, nunca, será necessário prescindir da nossa integridade para ser integrados num grupo que terá a duração estabelecida em Bolonha.
Aflige-me imenso ver os caloiros sujeitos a figurinhas inqualificáveis.
Bjs
Absolutamente de acordo. E todos os anos o digo e escrevo.
~CC~
JPD: mas a coisa parece que veio para ficar, triste não haja dúvida.
Bolonha faz-me lembrar esquilos...bolota etc
bjo
CCF: ora ainda bem, pena que os caloiros não pensem o mesmo
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