domingo, 7 de fevereiro de 2010

a cidade

A peça da Cornucópia devia antes chamar-se Cidadela. naquele teatro de paredes pintadas ficou mais claro o prognóstico de estarmos sitiados numa ópera bufa. não era só a Carmen Miranda de muletas e olhares espios para debaixo da saia, uma linguagem vernácula e um Aristófanes incompreendido, havia um teatro cheio mas obediente, um teatro sem o rasgo de Príapo mas com a indulgência dos, como chamar-nos? a nós consumidores de cultura ao sábado à noite no teatro restaurado?, um rasgo de decência a meio rir de obscenidades. a festa senhores, acabou, aquela de que fala Aristófanes, dai-nos a benção da consumação da cultura e livrai-nos do mal.

4 comentários:

LN disse...

:)

JPD disse...

Não vi a peça.

Deixo saudações.

R. disse...

Amén!
(É por estas e por outras que sou uma nortenha apaixonada por Lisboa...)

via disse...

LN: Bem-vindo!

JPD: Pois, mas apesar da impressão de que falta qualquer coisa áquelas quatro horas, a peça é a ver...não é de todo um tRempo desperdiçado. saudações

R:ehehehe, são duas, aliás a segunda é só apaixonada por Lisboa...