terça-feira, 6 de janeiro de 2009

no mundo gulliver

A responsabilidade de ter coisas, sobretudo máquinas, ultrapassa qualquer competência ou boa vontade . Devíamos ser seguidas de perto por anões maquinistas de fato macaco, prontos a saltarem para cima de cada avaria. Pequenos homenzinhos com patilhas que não nos chegassem aos joelhos. Rápidos e silenciosos, capazes, totalmente capazes e sem falhas de psicologia ou humor, mas homens, isto é, que bebessem cerveja, comessem carne de porco branco e fornicassem as suas mulherzinhas ou outros homenzinhos como quem conserta uma avaria invisível.

4 comentários:

comsentido disse...

talvez esse dia não esteja tão longe. embora, a perspectiva parece ser, e tão só, de sermos nós afinal transformados em máquinas... e q coisa mais horrível! perdemos tudo, as emoções. não acredito em máquinas. até.

via disse...

cada vez mais máquinas parece-me óbvio, mas não é satisfatório, porque ficamos mais reféns, mais tempo para as máquinas significa menos tempo para o que interessa!

Biobamboleador disse...

Quem sabe que fim a evolução das geringonças tecnológicas trará? Mas o que me trouxe aqui foi ainda a polémica gerada acerca do post "Plágio". A excelência dos comentários aos comentários, obviamente suplantou a rudeza geral dos comentários. Carácter temos todos, uns melhor, outros pior... Conhecimento, formação, esses estão à venda... Agora, educação já é diferente, ou se tem, ou se tem pouca, ou não se tem, e V. demonstrou que tem mais educação e melhor carácter que aqueles que a comentaram. Parabéns.
Sem intuito paternalista, permita-me uma referência ao romance “Os Jardins de luz”, de Amin Maalouf de 1991:
Quando se empregam as palavras " maniqueísta" ou " maniqueísmo", raramente se pensa em Mani, pintor, médico e filósofo oriental do século I, que os Chineses nomeavam " o Buda de Luz" e os Egípcios "O Apóstolo de Jesus". Bem distante dos julgamentos distintos e sem apelo nem agravo aos quais o associamos, a sua filosofia tolerante e humanista visa conciliar as religiões do seu tempo. Valeu-lhe perseguições, suplícios e ódio. Mil anos após, a acusação de maniqueísmo conduziu ainda Albigeois ao carrasco… Ninguém melhor que o autor de “Leão O Africano”, “Samarcanda”, e “O Rochedo de Tanios”, nascido num Líbano rasgado por fanatismos, para contar a aventura desta existência.

via disse...

biobamboleador: agradeço as suas palavras e as referências que teve a generosidade de me enviar, ainda nada li desse autor mas é uma questão de tempo.