quarta-feira, 28 de abril de 2010

o confronto entre Arte e Natureza conduz-nos inevitavelmente à beleza mas também à monstruosidade, ao inusitado, ao sublime. a Arte complementa a natureza humanizando-a, dominando-a sob os canônes da técnica e da expressão, na Arte tudo é domínio e se não é, falha. adquire por vezes a perfeição ao parecer elevar-se e ultrapassar os limites do possível, mas é só um leve tumulto, um êxtase da alma, compreendemos num assomo que é ainda do humano que se trata e isso exalta-nos, mas na natureza há uma cegueira que nos é estranha, que não compreendemos, que nos ultrapassa. Daí que os argumentos tolos da natureza isto e aquilo como se a natureza fosse boa , sublime , grandiosa e exemplo a seguir, baralham-me. Essa é a natureza que queremos ver, não é a natureza. Os gregos são mais sábios que nós os modernos, a eles interessa-lhes a natureza humana e não a confundem de modo nenhum com a natureza porque são diferentes. Os modernos é que partem da falha, da queda do homem que afastado da natureza se refugia na sociedade, falso.O homem não é um ser natural. Como assim? perguntarão, então não se alimenta e etc. mas pergunto: que animal criaria a Arte? Conciliá-lo com a natureza é o mesmo (sempre foi) que conciliar a natureza a ele. Falso novamente. O melhor é entenderem-se como diferentes e com diferentes finalidades.

3 comentários:

R. disse...

Interessante reflexão. Centrar-me-ia, sobretudo, na natureza da arte. Essa, sim, é testemunha e reflexo do mais essencial e distintivo da espécie humana: a capacidade criativa e a capacidade de transcendência.

J. disse...

Arte é libertação!

via disse...

R: sim,é uma forma de religião, com a mesma possibilidade de transcendência.tanto na perspectiva do criador como na do usufruidor, (se calhar algures blasfemo!) bom fim-de-semana

J: e redenção!